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Depois de 16 dias, termina greve dos servidores municipais de Meridiano

Depois de 16 dias de uma incômoda paralisação, o prefeito de Meridiano, Val Rizzato, cedeu e aceitou todos as justas reivindicações dos servidores municipais, dando fim ao movimento.

Os trabalhadores queriam reposição salarial de 2,94%, cesta de R$ 100,00 em substituição ao 14º salário que foi cancelado, volta do adicional de insalubridade que foi retirado sem aviso de 40 servidores, e gratificação aos professores por curso de aperfeiçoamento.

Assembleia realizada no dia 23 de março, na qual os servidores decidiram manter a paralisação

Dois Projetos de Lei foram enviados pelo prefeito à Câmara Municipal para apreciação dos vereadores. Ambos foram aprovados na Sessão ordinária de terça-feira e nem foi necessária assembleia para discutir o retorno ao trabalho.

A aprovação das propostas significou a volta automática ao trabalho. Todos os 81 grevistas já tinham retornado aos seus postos de trabalho na manhã seguinte, quarta-feira, dia 11.

Uma das manifestações dos servidores municipais de Meridiano

O acordo foi fechado, contudo, com muito esforço e pressão do Sindicato dos Servidores Municipais de Jales e Região, que representa a categoria. Diversas assembleias e manifestações foram realizadas, inclusive em frente à casa do prefeito e na câmara.

O presidente do Sindicato, José Luis Francisco, mobilizou a equipe jurídica da entidade que preparou pelo menos oito ações judiciais contra o prefeito Val Rizzato por improbidade administrativa no Ministério Público e no Tribunal de Contas do Estado. "Em dezembro, o TCE fez apontamentos de que a folha de pagamentos estava acima do que preconiza a Lei de Responsabilidade Fiscal e o prefeito teria que ter reduzido o número de comissionados, mas ao contrário disso, ele contratou mais um. E nós iriamos responsabilizar os senhores vereadores porque eles aprovaram essa contratação em detrimento do que manda a lei. Quer dizer, para os servidores que ganham, em sua maioria, perto de um salário mínimo,a prefeito não tinha dinheiro, mas para comissionados que ganham sete, oito ou nove mil, tem?"

Zé Luis elogiou a postura dos servidores que compreenderam a necessidade do engajamento e da união para fazer prevalecer os seus direitos. "Os servidores estão de parabéns. Foram firmes na mobilização e o resultado está aí", disse.

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